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"Chelsea "

[ Europe/Lisbon ] 2008/05/29 20:59 "Fiquei de boca aberta..."

A mãe, que sempre dizia que não queria gatos no sofá, disse-me assim:

«Ó Rita, estás no lugar da Chelsea...»

(e a madame Chelsea a olhar para mim com aquela cara de coitadinha que perdeu o lugar... Agora digam lá se esta gata não sabe dar a volta a toda a gente... :-) )

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[ Europe/Lisbon ] 2008/04/27 23:40 "A Chelsea não se cala!"

São onze da noite e está para ali aos berros a dizer “MAau… Aau… Aau…” Quando ela se põe a miar assim é para ver se os vizinhos têm pena dela e vêm cá ver se lhe andamos a bater. O que vale é que eles sabem que a tratamos bem cá em casa. Mas os berros dela já devem ter acordado o gato da vizinha e a bicharada toda do prédio. E isto é normal cá em casa, mas costuma ser mais às sete da manhã quando ela começa a ouvir os duches e quer ir para os quartos…
Sempre a fazer-se de vítima. Com aquele miado engana muita gente…
Isto tudo porque ela estava muito bem instalada a tirar uma soneca no quarto da Marta enquanto a ajudava a estudar para os exames. Ela adora ir para lá. E lembrou-se que estava na hora de comer e saiu. Mas quando voltava viu a porta fechada. Porque a Marta quer ir dormir. E não dá para dormir com a Chelsea no quarto porque ela não se cala a noite toda e faz montes de barulho a brincar com tudo. Uma vez a mãe acordou com ela a miar porque tinha ficado fechada dentro de um armário…
Só o meu quarto é que fica aberto, a sala, onde ela dorme, a cozinha e os corredores.
Agora já se calou. Já entendeu que são horas de ir dormir. Mas amanhã vai ajustar contas com a Marta.
Hoje já estava zangada porque levou com o advocate por causa das pulgas dos bebés que entraram hoje na UZ. Nunca se sabe se alguma veio para casa comigo (eu não fiz termo para elas, mas mais vale prevenir: P…)

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[ Europe/Lisbon ] 2008/04/07 23:26 "O susto que a Chelsea apanhou..."

Eu, com a mania das doenças, fiquei mesmo assustada quando, há mais de uma semana, notei que a Chelsea tinha um altinho. Comecei logo a pensar em desgraças e fiquei a pensar coisas terríveis por não saber o que era aquilo.

Não queria acreditar que a minha gata ia ter de voltar a ir ao veterinário. Ela têm PÂNICO de transportadoras e fica mesmo passada (já rebentou uma porta no dia em que a trouxe, na primeira vez que a levei ao vet arranhou-me toda quando eu fechei a porta...)

Da única vez que foi ao vet ficou tão zangada, tão zangada que voltou para o cimo do frigorífico e ficou lá um mês praticamente sem me deixar fazer festas (e ela é muito meiga).

Pensei que desta vez ia ser um horror. Não só era um horror a possibilidade de o altinho ser uma coisa muito má, como era horrível pensar que, depois de já ter confiado em nós, a Chelsea se iria sentir traida novamente.

Andava tão feliz... Eu a imaginar que quando a tivesse que levar ao veterinário ela ia ficar muito triste e voltaria tudo ao inicio: Chelsea em cima do frigorífico zangada e com medo do mundo inteiro :-(

Estava-me a custar imenso ter que trair novamente a confiança da Chelsea, quando ela tinha levado tantos meses a adaptar-se e andava finalmente FELIZ. Ronron por todo o lado, já não fugia, só pedia festas na barriga e beijinhos...

Mas teve que ser, e na sexta lá fomos com ela de manhã à Dra Lena.

Dei-lhe vetraquil para ver se desta vez corria melhor. Aquilo deve ter um sabor horrível, porque mesmo misturado com atum (que ela adora), deu-lhe uma lambidela e andou a cuspir pela casa fora... Pus numa pasta de vitaminas e colei-lhe ao pêlo porque ela é logo de se lavar por tudo e por nada. Mas foi a mesma coisa...

Não sei que migalha daquela coisa ela terá engolido, a verdade é que começou a espumar da boca, ficou assim meia grogue e lá a meti na transportadora depois de andar uns dez minutos atrás dela. (desde a primeira vez que a levei ao vet que nunca mais me deixou agarrar. Deixa fazer quase tudo, pegar ao colo não, mas ao mínimo sinal de que vai ser agarrada foge que nem uma louca)

Portou-se muito bem. E afinal o altinho era só um quisto e não tinha mal, graças a Deus.

Quando voltamos foi para debaixo da cama da minha mãe. Já a Genoveva gostava muito de ir para ali. Não é para se esconder, é porque tem uma coisa fofa onde gosta de se deitar e sabe que ali ninguém a chateia porque ninguém a consegue de lá tirar.

E não é que não fez nada do que eu pensei que ela fosse fazer?

Passado pouco tempo já tinha saido dali, não estava zangada comigo, mas ainda estava estranha. Andava pelas camas todas e pelos quartos todos. Dormiu uma sesta em cada uma.

PARECIA MAIS FELIZ.

No dia seguinte acordei às seis com ela a miar muito. Foi para a minha cama e deitou-se lá comigo a dormir. Quando eu levantei a cabeça ela aproveitou para me roubar a almofada.

Nunca me tinha feito isto...

Eu acho que esta ida ao vet lhe fez bem, porque ela voltou ainda melhor de lá.

Da primeira vez que a levei ela ainda não tinha decidido que gostava da nossa casa, e ficou muito zangada.

Desta vez ela já estava integrada, a casa já era dela também, nós já éramos dela... e eu acho que ela por momentos teve medo de não voltar.

E quando viu que voltava ficou mesmo muito feliz e agradecida por não a termos lá deixado. Eu senti isto, porque ela ficou ainda mais meiga e menos medrosa. Mais mimada do que estava. E a pedir muito mais atenção (se isso é possível, porque coisa que ela não faz pouco é pedir atenção...)

Ela viu que nunca a iriamos abandonar, depois de tudo o que já passou, acho que deve ter apanhado um grande susto...

De todas as vezes que entrou para uma transportadora foi para mudar de sitio. A única excepção foi das duas vezes que foi só ao vet.

Já não te mudas daqui, Chelsea Maria...

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[ Europe/Lisbon ] 2008/03/12 12:03 "Olá Amigos!"

Olá amigos

Vivi mais ou menos durante um ano no gatil da União Zoófila. Passei por muito antes de lá chegar. A minha dona morreu e eu e os meus “irmãos” passamos por muitas coisas más antes de chegar à UZ. Lá fui mimada pelos voluntários e fui perdendo o medo. Ao início era mais brincalhona, mas fui perdendo a esperança e passei a ficar sempre muito caladinha e sossegada na minha cama, e desisti de tentar conquistar os donos que lá apareciam. E muitas vezes as visitas que iam ao gatil nem sequer reparavam em mim. Fui sempre esperando. Ou não gostavam da minha cor, ou pensavam que eu era má porque tinha uma orelha para baixo (mas a orelha é mesmo assim, foi das otites), ou não reparavam que eu era muito meiguinha e que gostava de dar a barriga porque eu tinha medo. Eu estava muito triste no gatil e desisti de tentar ter dono.
Sempre ouvi a Rita dizer que ia ficar tudo bem, que eu um dia ia ter uma casa outra vez.

Agora está TUDO bem!

Tenho uma família. Gosto muito de todos e somos uma família grande. Mas a coisa melhor que eu tive em 2007 foi deixarem-me fazer parte dela!

Quando cheguei pensei que me iam fazer mal outra vez e não gostei deste sítio novo. Fiquei muito zangada quando me quiseram levar a um sítio que os humanos chamam veterinário (sitio com muitos cães onde há umas senhoras más que nos embrulham em toalhas e nos limpam os ouvidos e nos dão coisas pela boca abaixo…). Achei que o cimo do frigorífico era o lugar mais seguro neste sítio desconhecido onde eu não sabia se me iam fazer mal e fiquei lá durante um mês. Descia para comer, mas não queria confianças. Ainda não estava certa se estas pessoas eram boas. Eu já conhecia a Rita mas agora não sabia se ela era amiga, porque me tinha levado para um sítio desconhecido. Mas gostei muito da comida, por isso fiquei um bocado baralhada. Seriam eles assim tão maus? Faziam tudo para não me assustar, falavam comigo, a Rita até se punha em cima de um escadote para me fazer festinhas e eu gostava. Mas descer parecia-me perigoso…

Demorei muito tempo a acreditar que não me iam fazer mal.

Agora estou bem! A casa é toda minha e eu é que mando aqui.

Sou a Chelsea. A senhora-má-que-me-limpou-os-ouvidos disse que eu devia ter 8 ou 9 anos. Deram-me este nome no gatil. Agora eu sei que é este o meu nome. Sei que sou eu a Chelsea. Quando me chamam olho sempre e mio. Mesmo quando não estão a falar comigo mas dizem o meu nome, levanto logo a cabeça, porque sei que estão a falar de mim.

Tenho quatro donos, mas cá em casa dizem que sou “a gata da Rita”. É ela que eu acordo com os meus miados a lembrar que é hora de encher a taça de comida (nunca está vazia, mas eu gosto de comer é quando ela enche… manias…). E é ela a minha maior criada de serviço. Quando há alguma coisa para limpar podem ter a certeza, eu sou sempre “a gata da Rita”, diz a mãe.

Mas pedir coisas, peço a todos. Estou sempre a pedir e a falar. E eles também falam comigo, porque eu gosto de conversas.

Durmo sempre na sala, no sofá que está mesmo a pedi-las para ser arranhado. Mas porto-me bem, porque sei que é essa a condição para ficara a dormir lá. Só fiz lá uma obra de arte, nada mais…

Gosto de ficar à noite no sofá ao lado da mãe. Ela sempre disse que não deixariam nenhum gato ir para o sofá… mas afinal… :-)

Passo o dia inteiro a brincar e a dormir. Brinco como se fosse um gato bebé, quem me vir não me dá metade da minha idade, estou muito bem conservada :P

Também gosto de ir dormir para a cama do Afonso e da Marta, e para debaixo da cama da mãe. E de dormir no quarto da Rita.

Adoro esta família! Estou feliz por terem acreditado em mim. Eu era só uma gata assustada e triste. Agora estou bem!

Obrigada aos amigos da UZ que me davam muitos mimos lá e à dra Vanessa

Turrinhas e beijinhos

Chelsea

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Autor:
rItA_L (Rita )

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