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"Marijuana - a gata alucinada"

[ Europe/Lisbon ] 2005/10/29 22:34 "Dona do pedaço..."

Tenho estado ocupada a conquistar o humano macho, vulgo "43", como a Shy lhe chama. Está no papo!

Nada como me roçar nas pernas dele, piscando os olhinhos como um cachorrinho abandonado e miando baixinho por uma festinha. Ele derrete-se em dois tempos!

Tenho agora um aliado de peso (na realidade é mais de tamanho) nesta casa. Não há miau mais aflito que eu dê que ele não venha em meu socorro.

A Shy, como até não morre de amores por ele, aparenta não se importar, mas eu sei que se rói, perdida de ciúmes, pela atenção que ele me dá.

Também com a morena a minha relação está do melhor. Chama-me agora "texuginho", porque estou mais cheiinha, e deixa-me dormir entre ela e o 43. A Shy, amua e dorme aos pés da cama.

Dizia que ela era a rainha e eu a princesa, não é?! Pois bem, a Shy rainha, só se for da república das bananas, porque eu, Maria Joana Alves Primo, sou actualmente a dona do pedaço!

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[ Europe/Lisbon ] 2005/06/04 23:25 "A mudança"

A humana que me acolheu andava completamente atarantada. Como se não lhe bastassem os seus animais, o seu companheiro e as suas crias, apareceu-lhe à porta mais uma gata que se veio a revelar grávida.

Creio que estava com eles há pouco mais de um dia qdo soubemos que tinha dado à luz. Não me foi permitido ver as crias pois estava confinada à casa e elas estavam numa arrecadação, mas pude aperceber-me da alegria que ia por aquela casa.

Infelizmente a gata apareceu envenenada à porta. A humana, em pânico, correu a tratar dela, mas não foi já possível salvá-la. As suas crias ficaram orfãs.

No meio de todo aquele reboliço, fui levada para casa de outra pessoa, pois precisa de continuar a tomar os meus medicamentos e a Assunção já não tinha mãos a medir entre filhas, marido, gatos, cães, peixes, piriquitos e agora com os bébés...

Era suposto ser mais uma solução temporária, mas acabou por se tornar definitiva.
De início foi complicado. Como se não bastasse o facto de não conhecer ninguém, esta humana tinha uma gata, a Shy. Qdo fomos apresentadas ainda pensei que ela fosse realmente tímida e portanto seria fácil lidar com ela, mas a menina nada tinha de tímida a não ser o nome!

Nos primeiros dias não convivemos muito pois mantiveram-nos separadas, mas quando finalmente nos deixaram interagir a coisa ficou preta.

O raio da gata era arrogante como tudo. Se eu fosse para o sofá ela imediatamente ia atrás e me empurrava, dizendo com um ar altivo que estava no território dela. Longe de mim querer ocupá-lo, passei para a cama. Pior! Qdo dei por mim já estava a ser insultada e posta a correr. Tentei o puff, o tapete, o cesto, o outro tapete, a bancada da cozinha, o chão... Por onde quer que eu fosse ela vinha atrás de mim. Não havia maneira de me deixar em paz!

Sua Alteza, a Rainha Shy, infernizou-me até não mais, mas no fundo até a entendo. Não estava habituada a partilhar a sua humana e morria de ciúmes de mim. E com razão!

Estou bem agora. Já não me importo de não me lembrar de nada. O que me interessa realmente é o facto de ter um tecto, àgua e comida à descrição, e um serviço digno de hotel 5 estrelas... Se a Shy é Rainha, eu posso dizer que sou a Princesa :)

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[ Europe/Lisbon ] 2005/06/04 00:21 "Amnésia"

12 de Abril 2005 - 19h

Disse-me que me encontrou na rua, doente. Estava com uma piómetra.
- Uma quê? - Embora tenha perguntado não ouvi a resposta. Pelos vistos fui levada para o veterinário e operada de urgência. A má notícia é que fiquei sem útero; não poderei vir a ter filhos.

Ainda me sentia estranha, com a cabeça à roda e com muita sede.
Virei-me para a humana que falava calmamente comigo e procurei reconhecê-la. Sem efeito. Não a conheço de lado algum!
- Conhecemo-nos? Não, pois não?
- Como te chamas, minha linda? O que foi que se passou contigo?
- Chamo-me... o meu nome é...

Foi-me diagnosticada amnésia. Isso ainda sei o que é.

Levou-me para sua casa e deu-me guarida, àgua e comida, com a condição de sair logo que arranjasse onde ficar. Naquela casa a lotação estava lotada e não havia espaço para mim. Por muito que ela não se importasse, já tinha os seus gatos, os seus cães, os seus pássaros e os seus peixes.

Contudo, fui tratada como se fosse da casa e na minha breve estadia na casa da Assunção nunca me faltou nada.

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[ Europe/Lisbon ] 2005/06/03 23:59 "Onde? Quando? Como?"

12 de Abril 2005, 15h - Pânico total!

Acordo com uma sensação estranha, "com a boca a saber a papel de música".
Tento levantar-me mas as patas falham-me.
As imagens, essas, estão totalmente desfocadas.
Consigo arrastar-me alguns centímetros e esbarro em algo. Tento noutra direcção e dá-se novo embate. Volto a tentar agora para os lados. Estou entre quatro paredes?!

Olho em volta mas não consigo determinar as formas.
Tenho sede e há um cheiro no ar que me incomoda.
Retraio as patas e encosto-as a mim. Mal as sinto.

Tenho uma coisa agarrada ao meu pescoço, mas não me consigo livrar dela.
Ouço vozes distantes, parece eco, mas não sinto nem vejo vivalma.

Onde estou?
O que se passa?
Está alguém?

Não sei como fui parar àquele sítio. Não sei que sítio é.
Não sei nada.

Socorro, tirem-me daqui!

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Autor:
Nailini (Nailini )

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