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"Shy - De tímida a destemida"

[ Europe/Lisbon ] 2005/06/10 15:45 "Guerra aberta"

Estou-me a passar com o raio da miúda; ando já com os nervos à flor da pele!

Anos e anos a fio, a domesticar humanos, moldá-los ao meu jeito e aparece-me uma tipa vinda do nada, com a mania que é boa, dar-me cabo de tudo?!

Mas onde é que já se viu? Deve pensar que vem para aqui mandar!

A lata dela: deita-se no sofá, estica-se na cama, roça-se nas pernas da MINHA morena, dá turras ao 43 (tudo bem, não sou grande fã dele. E depois? Não deixa de ser MEU na mesma!!! )...

Tenho de a pôr no seu lugar. Decididamente as coisas não vão ficar assim!

Já a havia alertado, para não dizer mesmo ameaçado, mas vou ter de partir para a ignorância! Ah vou!

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[ Europe/Lisbon ] 2005/06/05 23:46 "O baptismo"

Estive algum tempo a observar a pendura, que foi ficando, ficando... e acabou por ficar!

A rapariga andava de colar ao pescoço, completamente desorientada, a esbarrar em tudo quanto era paredes e móveis.

E qdo tentava saltar para algum lado? He he... A rapariga esquecia-se sempre de fazer os cálculos com o colar e CATRAPUMPA, falhava o alvo!


Ai...acho que não me ria tanto desde que cadela roeu as botas ao 43!
A gata parecia um caranguejo, a andar em marcha atrás e para os lados.


Completamente alucinada, parecia que tinha andado a fumar umas coisas. E depois, eu é que sou do Bairro Alto!

A título de brincadeira sugeri que a passassemos a chamar de Marijuana ou Haxixe. Ela não achou grande piada, mas, também, não tem voto na matéria!
No entanto, ouvi o 43 soltar uma gargalhada. Ele também achou boa ideia.

A morena, por seu turno, achou que o nome Maria Joana não era mau de todo... mas não percebeu porque sugeri Haxixe... Coitadinha, às vezes parece loira...

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[ Europe/Lisbon ] 2005/06/05 23:31 "A pendura"

Abril 2005

Agora dona e senhora da casa, Eu, Lady Shy, a bela, tinha finalmente o que sempre quis: exclusividade!

A minha morena enchia-me de mimos até não mais, e já não mais precisava de disputar o seu colo. Ou pelo menos pensava eu!

Os dias de glória foram curtos. Estava ainda eu a adaptar-me à minha nova condição quando me trazem uma penetra para casa. Uma gaja qualquer, vinda da rua.. onde é que já se viu? Sabe-se lá por onde é que ela andou?

Protestei tanto quanto pude e pela primeira vez tive o apoio do 43, que também não estava muito contente com a chegada da intrusa. Dizia ele alto e para toda a gente ouvir "Ainda agora me livrei de uma - falava da farrusca - e já me trazem outra?"

Pelos vistos a dita acabara de sofrer uma intervenção cirúrgica e precisava que alguém a acompanhasse nos próximos tempos, cuidando de lhe administrar os medicamentos a determinadas horas.

Por mim, ela que se danasse! Que fosse para casa dela!
Perante os meus protestos a morena achou preferível acomodá-la noutro quarto, para não me incomodar. Achei muito bem, mas muito sinceramente, para mim, não era solução ideal e fiz questão de fazer ouvir a minha opinião.

Mediante a promessa de ser temporário, acabei por não cortar relações com a morena mas ficou a ameaça no ar! Era só o que cá faltava!

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[ Europe/Lisbon ] 2005/06/04 23:43 "Adeus farrusca!"

Março 2005

Ao fim de 4 anos de convívio fui privada da companhia da farrusca. Foi para Àfrica, a sortuda. De vez em quando a sacana manda-me fotografias. No jardim da casa, no quintal, num sofá bem fofo, numa cama ou num colo, mas as que confesso que me tiram do sério são as dela a apanhar banhos de sol. Geralmente recebo-as em pleno Inverno, em alturas em que dava tudo por dois pares de luvas! Ela sempre foi terrível, adorava espicaçar-me!

Na semana passada fez-me chegar uma fotografia em que está agarrada a um gatão digno de se tirar o chapéu. Eu, nem vê-los... e ela a viver com um!

Parece que o rapaz já havia vivido com a nossa humana, que tem família por lá...
Enfim, há gatas com sorte na vida!

Mas como dizia a farrusca "há sempre um lado positivo nas coisas" e o lado positivo é que agora tenho o mimo só para mim!!! Sou agora, oficialmente, a Srª Dona Shy, dona e proprietária exclusiva da humana Nailini.

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[ Europe/Lisbon ] 2005/05/09 22:20 "Uma cadela por hóspede"

A vida ia pacífica em terras de Montijo, para onde nos mudámos entretanto. Desta feita tinhamos muitas mais janelas, mais parapeitos onde apanhar sol, mais espaço e mais atenção.

A nossa morena mimava-nos até não poder mais. Comidinha da melhor, brinquedos à disposição e muitas, muitas festas diárias.
O único senão era mesmo o 43 que morava agora connosco.

Um dia apareceram-nos de cachorro entre mãos. A criatura ainda nem desmamada estava e foi um ai jesus para cuidar da bichinha - era uma fêmea. Chamaram-lhe Queenie. Até era engraçada a cadelita.

Todos os dias a minha morena se levantava a meio da noite e de madrugada para lhe dar biberon. Não sei onde ela foi buscar tanta pachorra! Chato, chato era que conforme ela se levantava, toda a gente naquela casa acordava também, à excepção do 43 que continuava sempre a dormir ferrado. Gajos! Bah!

Perdi muitos sonos de beleza com isso - mais que não seja porque deixava a cadelita dormir ao pé de mim e da alucinada da farrusca; afinal de contas não passava de uma criança e as noites estavam frias.

A Queenie foi crescendo, saudável e bonita, mas cada vez mais reguila e brincalhona. Queria à força brincar comigo, como se eu fosse outro cachorrinho. Várias vezes tive de me chatear e de lhe dizer que fosse chatear a avózinha, mas nem assim ela me dava descanso. Comecei a optar por me pôr a milhas cada vez que ela vinha toda lampeira, aos pulos e a latir... O 43 fartava-se de rir, pensava que eu tinha medo dela. He! Onde é que já se viu. Eu, com medo de um pivete?!

Agora que penso na Queenie... he he he... ó criatura mais palerma! Sinceramente não vejo qual é a graça que os humanos vêem nos cães! Não têm personalidade nenhuma, são uns carneirinhos, uns bobos da corte!
- Senta.
- Rebola.
- Dá a pata.
Helloooooo???? Qual é a piada?

Pois bem. Para todos os efeitos a Queenie era da responsabilidade do 43 e eu e a farrusca da morena. Ora, a Queenie fez-se uma jovem cadela e começou a aprontar das suas. Mordia tudo o que encontrava à frente. A morena bem se fartava de ralhar com ela mas a bicha, das duas uma, ou era surda ou era mesmo estúpida que não percebia o que lhe diziam. E ainda dizem que os cães são inteligentes. Umpf!

Apesar dos protestos da morena, a cadela roeu sapatos e móveis, estraçalhou livros e desfez revistas, mas a gota de àgua, para o 43, foi o dia em que ela lhe roeu as botas.

É lógico que para mim essa foi a "vingança do chinês". Fez-se justiça, finalmente e nem tive que me chatear! Foi como que se fosse um auto-golo! Ah... muito me ri eu nesse dia!

Infelizmente, o 43 tomou medidas drásticas e a Queenie foi recambiada. Também tinha uma história de abandono, a coitadita. Mais tarde vim a saber que tinha ido para uma casa grande, uma quinta, onde pôde correr e roer à vontade, na companhia de outros da sua espécie. Foi para melhor, até porque a meu ver o 43 não é dono digno de ninguém. E a minha morena, é a minha morena. (ok, sou egoísta...e depois?!)

Enfim... até curtia a bicha. Mas a cena da bota... ah ah ah... enfim, cada vez que me lembro, desato-me a rir!

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[ Europe/Lisbon ] 2005/04/29 00:27 " MR43 – Movimento de Resistência ao 43"

O “43”, apelido que eu e a farrusca atribuímos ao detentor da bota da tropa com esse número, para nosso desagrado, continuou a frequentar a casa.

Cada vez que ele aparecia eu reclamava santuário e abrigava-me junto ao meu sanitário preferido – o bidé. A preta farrusca, por sua vez, ficava a vigiar o perímetro com cara de poucos amigos.

Por várias vezes repetimos este processo, até ao dia em que nos surgiu uma ideia: em vez de adoptarmos medidas de defesa, estava na hora do contra-ataque! Decididas a combater o mal pela raíz e levar a morena a expulsar de vez o indesejado, criámos o MR43 – Movimento de Resistência ao 43, movimento esse encarregue de sabotar a sua convivência com a nossa morena e a infernizar a sua vida ao máximo.

O primeiro passo era reunir as armas necessárias. Eu e a farrusca passámos a exercitar o corpo cerca de quatro vezes por dia, em combates corpo a corpo, entre sestas, para nos prepararmos para o confronto com o inimigo. Viemos a perceber que o sofá era o utensílio ideal para afiar as unhas, acto que começámos a praticar outras tantas vezes.

Algumas semanas mais tarde, agora devidamente equipadas, estávamos prontas.

Começámos por escolher de entre as peças de roupa do armário as que eram dele. À vez, eu e a farrusca íamos enchendo-as de pêlo e por vezes até deixávamos uns pinguinhos de presente... Ah como ele ficava fulo!!! A nossa morena ralhava connosco e dáva-nos algumas reprimendas mas estávamos satisfeitas. Era um mal menor perante um objectivo maior.

A farrusca lembrou-se um dia de eleger as botas dele como nosso caixote. Embora confesse que fosse muito mais agradável usar a nossa caixinha, mudada e lavada regularmente, já que as botas, tinham permanentemente aquele odor a chulé humano (YACK!!!), acabei por alinhar e sempre que nos era possível, plantávamos uma mina nas imediações.

Já saboreávamos a vitória, fazendo planos para o pós guerra, quando a morena chega a casa, antes dele, e se depara com aquele cenário.

Antes que nos pudéssemos explicar, levámos as duas com reprimendas de sete em pipa. Como foi possível a morena ficar do lado dele?

TRAIDORA!!!! Não vês que fizémos isto por ti? O “43” não te merece!

Tentámos de tudo, desde pêlo levantado, insultos e ameaças de arranhadelas e terminámos com o desprezo total pela criatura. Nada feito: não só não arredou pé como nem a nossa morena o expulsou.

Resignadas, acabámos por assinar o cesar-fogo algum tempo mais tarde, pelo bem da coexistência pacífica e para alegria da nossa morena.

Deram-se por terminadas as actividades do MR43, mas, pelo sim, pelo não, não desmantelámos o grupo e à socapa, fomos mantendo os treinos.

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[ Europe/Lisbon ] 2005/04/25 14:17 "Botas da tropa - armas de destruição maciça"

Em poucos dias deixei de ter inquilinos e entre remédios e mimos finalmente me apercebi que o meu pêlo não era tão escuro quanto parecia. Confesso que até gostei da revelação. Lembrou-me a pelagem da minha mãe...

A convivência com a farrusca e os humanos que me adoptaram foi pacífica, excepto num detalhe. Não suportava o parceiro da morena que me levou. O tipo tinha a mania de pegar em mim e achocalhar-me no ar, emitindo bilus-bilus idênticos aos que já havia visto os humanos a fazerem às crias deles. Que ridículo!!!

Cada vez que o via, pirava-me para a casa de banho e escondia-me atrás do bidé ou do lavatório. Mas nem sempre tinha a sorte de conseguir apanhar a porta aberta e o sacana decidia encurralar-me num canto ou perseguir-me pela casa para depois me atirar ao ar e repetir aqueles sons patéticos...

Um dia fartei-me e dei-lhe uma lição. Conforme ele me agarrou no ar e começou com aquilo... ZÁS... dei-lhe uma bofetada valente, sem dó nem piedade.

Infelizmente para mim, quando dei por ela, senti uma dor aguda no estômago e senti-me a embater numa parede. O filho da mãe, conforme me largou, vingou-se com um pontapé. Pormenor: o fulano calçava um 43 e usava na altura botas da tropa!

Algum tempo mais tarde foi o reboliço naquela casa. A farrusca veio ter comigo e esteve-me a acalmar enquanto apreciávamos a discussão que se desenrolava. As vozes intensificaram-se, os volumes aumentaram, portas bateram e de repente fez-se silêncio.
Até os carros e as pessoas que na rua passavam deixaram de se ouvir. Parecia uma conspiração!

Quando dei por mim estava ao colo da minha morena, que soluçava que nem uma perdida... Nem sei quem estava a consolar quem! Miei com as forças que me restavam; tentei dizer-lhe que estava bem, só me doía um pouco...que logo ia passar, mas ela continuava a chorar...

Só dias mais tarde me apercebi que não era só por mim que ela chorava. Coitadita.

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[ Europe/Lisbon ] 2005/04/23 20:05 "A minha adopção"

Corria o ano de 2001...não me lembro de muita coisa a não ser de dar por mim sozinha, sem a minha mãe e sem os meus irmãos, abandonada em pleno Bairro Alto, entre lixo e maus cheiros.

Andei à deriva por algum tempo, com fome e com frio, em pleno Inverno até ter tido a sorte de ser recolhida por uma velhinha que me aqueceu e me alimentou. Fiquei pouco tempo com ela e depois fui levada para junto de outros gatos, mais ou menos da minha idade. O tempo ia passando e os meus companheiros iam desaparecendo como por magia até ficar eu e uma preta farrusca com mania que era má (isso sem contar com uns quantos inquilinos indesejados que partilhavam connosco a habitação - e que causavam muita comichão, por sinal). A convivência não era das melhores, mas ao menos não estava só...

A farrusca insistia em brincar mas, muito sinceramente, eu queria era ficar quieta no meu canto. Estava triste. Não sabia da minha família e há mais de duas semanas que os meus horizontes não se alargavam para além das quatros paredes da minha nova casa, vulgo caixote de papelão.

Um dia vieram buscar a farrusca. Pronto, ia ficar sozinha! Não que eu lhe achasse grande piada, mas sempre era melhor a companhia dela à das pulgas, que não me largavam...

Estava já eu desesperada quando pegam em mim e depois de uma longa inspecção e muita conversa, sou enfiada noutro caixote, que imediatamente se fecha sem que tenha tempo para perceber o que me aconteceu.

Esperneei e gritei mas ninguém me acorreu e eis que noto que não estou sozinha. A farrusca estava comigo! Nunca me senti tão contente por ver uma cara conhecida!

Entre conversas e ruídos e depois de uma longa espera, faz-se luz de novo e dou por mim com uma morena de olhos doces a afagar-me o pêlo e a prometer que nunca mais eu iria estar sozinha.
Desse dia em diante, e por causa do meu jeito meio tímido, comecei a ser chamada de Shy.

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Autor:
Nailini (Nailini )

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