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"Os meus gatos"

[ Europe/Lisbon ] 2005/02/07 16:16 "O "sequestro" do Nino"

Em Setembro de 2004 começou a aparecer lá no meu quintal um gato branco e cinza, muito meiguinho. Tal como faço todos os dias, à noite deixava comida para eles no quintal, onde esse gatinho também lá ia comer.
Começámos por chamá-lo de Nino, e assim ficou.
O Nino, atrevido e curioso, aos poucos começou a entrar lá em casa.
Como era muito meigo, e como ao contrario dos outros gatos da rua, ele deixava-se tocar, pegar ao colo, etc..., acabou por ir entrando mais vezes, comendo lá mais vezes etc.... Até uma noite que o deixei dormir na minha casa, pois estava a chover mto e estava muito frio, e tive pena de o mandar para a rua.
Dormia, comia, começou a ficar 2,3 noites..... foi ficando
Normalmente ele saia à rua de manhã para dar a sua voltinha, para ele também não se sentir sempre preso pois era um gato habituado a andar na rua, mas muitas vezes ainda antes do almoço, a minha mãe vinha po-lo dentro de casa pois ouvia-o miar a querer voltar para dentro de casa, onde ficava a dormir até chegarmos do trabalho.
Até que quando chegou num fim de semana reparei que praticamente tudo o que ele comia vomitava, e estava de diarreia.
Dei-lhe ervas daquelas próprias para eles, pensando que seriam bolas de pêlo, nada. Pensei que fosse da ração e mudei, nada continuava na mesma. Até que me lembrei que talvez fossem parasitas; comprei desparasitante, ampolas para as pulgas, peixinho para cozer , até brinquedos para ver se espevitava, e realmente espevitou, ou seja devia estar com parasitas até às orelhas
Foi mais ou menos nesta altura (cerca de 15 dias depois de ele estar lá em casa) que me disseram que afinal ele tinha donos (e que por acaso moram quase à minha frente). Ora, qual é o dono “razoável” que deixa o seu gato na rua dia e noite, doente e que, da forma que ele estava magrinho, queira convencer que lhe dá de comida ??? Como é lógico, não quis saber e continuei a tratar o Nino.
Quando recebi o subsidio de Natal fui com ele à vet, para levar todas as vacinas que convinha.
Acontece que um dia ao fim da tarde, como gato que é conseguiu esgueirar-se para a rua. Para meu desespero não apareceu à noite e passou a noite fora (ele nunca tinha passado uma noite fora em dois meses), mas pensei que como estava a chegar o mês das gatas, enfim .... vocês sabem.....
Qual não é o meu espanto quando no dia seguinte de manhã ao aparecer-me em casa, vinha de coleira com o “suposto” nome dele e a morada dos “supostos” donos escritos a caneta na coleira.
Ao fim de dois meses é que as outras pessoas se lembraram que afinal tinham gato? Depois de ele estar bonitinho, tratadinho e gordinhos, querem-no de volta. NEM PENSAR!
Agora o Nino só sai à rua depois de eu me certificar que não está ninguém na outra casa.
De qualquer forma acho que ele prefere ficar conosco, afinal de contas se os outros não o deixavam dormir em casa, muito
menos o deixavam dormir na cama deles.

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[ Europe/Lisbon ] 2005/02/07 16:07 "Os sonhos com a Kissa, e a chegada da Bianca"

Desde Dezembro 2002 que comecei a sonhar com a Kissa, quase todas as noites. Parecia que ela me contactava através dos sonhos a dizer “sei q sentes falta de mim, mas vai a procura de outra gatinha, tenho a certeza que vais conseguir dar-lhe todo o carinho que sempre me quiseste dar e eu nunca deixei”.
Incluisivê houve uma noite tive o seguinte sonho: que tinha ido ver uma gata e que ela se tinha atirado a mim. Muito triste sentei-me na minha cama a chorar e entretanto aparece a kissa com um gatinho pequenino na boca; subiu para a cama, deixou-me o gatinho no colo, abriu umas asas e desapareceu. Foi aí que eu tive a certeza que provavelmente não eram só sonhos, e que de uma forma ou de outra a Kissa queria que eu tivesse outra gatinha.
Foi aí que comecei à procura, mas por mais q procurasse, todas aquelas que me intuitivamente me “diziam algo” quando eu ligava já tinham sido dadas.

Até que a minha mãe disse “gostava de uma igual à kissa, sei que deve ser difícil encontrar, mas que ao menos tenha pelo compridinho se pudesse ser”. Procurei, procurei enviei mails e nada.
Até que um dia vi os anúncios da Ana Bazan que fazia criação de Bosques da Noruega. Assim que abri o 1º anuncio e vi uma gata bosques branca, foi como se tivesse conhecido a minha alma gémea. Chamava-se Bitsy e tinha uma coisa que eu adoro: um olho de cada côr. É ELA, TENHO A CERTEZA!!! Mas havia um problema: a Ana morava em Famalicão e eu em Lisboa. Pensei “tenho que arranjar forma de a Ter, de a ir buscar”. Como a minha irmã é vendedora e na altura andava por todo o país, cravei-a para me levar a familicão (assim ela podia por as despesas de gasolina e portagem nas despesas apresentadas ao chefe dela). Contactei a Ana Bazan, combinámos um dia para nos encontrarmos. Eu só rezava para que a gatinha me aceitasse, tinha tanta esperança nela.
A Bitsy tinha uma mana igual a ela – a Bianca - só que tinha os dois olhos verdinhos. Adorei tanto uma como outra, mas sempre inclinei mais para a Bitsy, principalmente quando a Ana me disse que a ela era mais meiga das duas. DELIREI, e não pensei mais, estava decidido!!!!

Os meus pais não conseguiam dizer o nome Bitsy ;) “é um nome muito complicado” diziam eles. Então mudei-lhe o nome para Bianca (em homenagem à irmã).
Ainda hoje, mesmo eu tendo mudado de casa e a Bianca Ter andado um tempo amuada comigo, todos os dias a vou ver, brincar com ela, dar-lhe muitos muitos miminhos.... acho que ela já se adaptou também aos meus horarios.

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[ Europe/Lisbon ] 2005/02/07 16:07 "O "arisco" Yuri"

Já o Leo tinha cerca de ano e meio quando o Yuri foi parar lá a casa meio de pára-quedas. Eu explico:

Em 1999, uma casa abandonada por trás da minha foi demolida. A cinzenta – uma gata de rua que até ao fim da sua vida nunca se deixou tocar sequer na pontinha do pêlo – levou para o meio dos pedregulhos os seus 4 filhotes (2 cinzentos e 2 pretos, também ariscos como tudo). Nós avisámos o sr da escavadora que estavam lá gatinhos e então ele com ajuda de mais 2 colegas foram tirando as pedras à mão. No entanto 3 deles já estavam mortos, provavelmente sufocados. Mais tarde, o sr veio chamar a minha mãe porque estava um gatinho cinzento na outra ponta do quintal. O meu pai só o conseguiu agarrar com luvas de roseiras e mm assim furou a luva.... agora imaginem como ele era.
Trouxemo-lo para casa e ficou na banheira até a hora da vet abrir. Estava todo cheio de terra de tal forma que os olhos quase não se viam.... e tinha uma “coisa” a sair pelo rabinho, que não quisemos tirar com medo que fosse algum pedaço de tripa, mas afinal era só uma lombriga, aliás, aquilo era mais parasitas que gato.....
O meu pai passou-se “pois, mais um gato.... e logo agora que não há dinheiro e ele parece estar doente, bla bla”. Foi ficando até Ter idade para o darmos. No dia em que decidimos “OK é hoje que o vamos pôr para adoptar”, o safadinho decidiu ir dormir para o colo do meu pai..... escusado será dizer que a minha mãe não falou mais no assunto, o meu pai não insistiu, e eu ainda me pus a dizer “Bolas, para o meu colo nunca vai”.... Mais tarde também foi castrado ;)

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[ Europe/Lisbon ] 2005/02/07 16:05 "A Xena e o Leo"

Ainda tinha a Kissa quando um dia, em 1998, vou eu apanhar o comboio e ouço um barulho estranho que no inicio me parecia um pássaro, mas acabei por perceber que o barulho vinha mesmo da linha do comboio. Vi uma Sra. a olhar para lá e qual não é o meu espanto quando me chego à frente e vejo um gatinho minúsculo a espernear-se como se procurasse algo para se agarrar. Não pensei 2 vezes e desci até à linha para o apanhar. Assim que o apanhei parou de miar. Os meus pais foram à vet e ela disse que era uma menina, até porque era tricolor devia Ter 2 dias (ou seja, tinha nascido no meu dia de anos - delirei), mais que isso não, porque inclusive ainda tinha cordão. “Fixe” pensei eu porque sempre tive preferencia por fêmeas.
A Kissa adoptou-o logo, e ao contrario do que fazia com os machos, com a gatinha era todos os mimos e mais alguns como se fosse mesmo sua filha.
Demos-lhe biberon durante mais ou menos 3 semanas, até q começou a ficar fraca. Levámos de novo à vet onde conseguimos arranjar uma mãe de leite, mas infelizmente foi tarde de mais, morreu nesse mesmo dia à tarde. E eu que até já tinha escolhido nome: Xena (tal como a serie “Xena a princesa guerreira”).
A Sra que “emprestou” a gata para a Xena mamar, viu que fiquei triste então disse que se eu quisesse ela dava-me um dos dela (que tinham nascido no mesmo dia que a Xena – 16 Abril – mas estavam com o triplo do tamanho); nem o meu pai teve coragem de colocar objecções, pois viu como eu fiquei triste e desolada.
E foi assim que o Leo veio para casa dos meus pais, era de todos o mais arisco, mas aquela barriguinha às bolinhas cativou-me desde inicio. Daí o nome de Leo (barriguinha parecida com um leopardo). Ainda hoje ele não gosta lá muito de festas, excepto da minha mãe, só com ela é que ele faz “marmelada”.
Sendo assim, e como a kissa já estava a passar da idade para ficar prenhe, 7 meses depois de nascer o Leo foi castrado.

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[ Europe/Lisbon ] 2005/02/07 16:03 "A Kissa, a 1ª gata por quem chorei."

No meio destas historias todas com cães, e depois do piruças II e do Pipoca, tivemos a Kissa. Uma gata persa colourpoint que não havia maneira de conseguir ser dada. Era uma moça nossa conhecida que tinha uma fêmea tb colourpoint e um macho chocolate, e fazia criação , mas não conseguiu dar a kissa. A minha mãe sempre teve preferencia pelos persas, e assim que soube q ela estava a fazer um preço “muito especial” (10 cts em 1992) não pensou duas vezes. (nem eu na altura tinha sequer consciência de que haviam tantos animais abandonados).....

Ficámos com a Kissa. Sempre ouvimos dizer que convinha que as gatas deveriam fazer pelo menos uma criação por causa dos tumores mamários, como tal eu “engoli” um livro de gatos, para saber o que fazer quando chegasse a hora. No entanto, sem resultados pois ela era má para os machos, ao ponto de se pôr em frente à comida e de se atirar a eles se eles tentassem ir comer. Chegou a perder “os três” com um gato persa cor de pérola, mas sem resultados. Ou seja, eu e a minha mãe ficámos presas na casa de banho à espera que eles acabassem o serviço, para nada. A kissa sempre foi linda como são os persas, mas tinha a independência do siamês: não gostava de ser agarrada durante muito tempo e beijinhos era só mesmo quando ela queria.

Até que em 2000 apareceu um tumor mamário à Kissa, e numa outra maminha criava liquido. Como o tumor era benigno e foi diagnosticado a tempo começámos o tratamento. Não tínhamos dinheiro na altura para a operação, e por descuido meu (e acreditem o que me arrependo) deixei andar durante uns tempos. Ia lá cerca de uma vez por semana tirar o liquido da maminha, e como a outra começou a criar pús, punha-lhe um creme que se bem me lembro era para cicatrizar, de vez em quando também tinha que lhe por um spray azul, que já não me recordo para que servia.
Em Dezembro de 2001, quando finalmente estava a melhorar, a kissa apanhou uma pneumonia. Em apenas 2 dias deixou de comer (tive que lhe dar Cerelac a biberon), mal respirava e na madrugada para o 3º dia, morreu-me nos braços. Arrependo-me e culpo-me todos os dias por não a Ter começado a tratar mais cedo.
Foi aí que eu disse q tão cedo não queria mais nenhum gato, pois a kissa estaria presente na minha memória ainda por algum tempo.

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[ Europe/Lisbon ] 2005/02/07 16:00 "O Piruças II e o Pipoca"

Depois do Piruças I ter morrido e antes de termos os Magos, tivemos dois gatos: o Piruças II e o Pipoca. Ora dormiam juntos ora andavam à zaragata.
O Piruças era um gato inteligente, pois aprendeu a abrir a porta da rua. Estava eu e os meus pais de férias quando liga a minha irmã para o hotel a dizer que o Piruças tinha aberto a porta da rua, e ao fugir dela que o queria agarrar, foi atropelado. O Pipoca não era tão inteligente para abrir a porta, mas um dia a Srª da limpeza que não dava grande importância a animais, deixou a porta aberta e tal como tinha acontecido com o Piruças, o Pipoca fugiu e foi atropelado. Para além da Srª ter levado um belo sermão, dispensámos os seus serviços (porque já a tinhamos avisado mais que uma vez). A partir daí para além de cada vez que ia lá para casa uma srª da limpeza nova, levava com um curso intensivo para Ter cuidado com as portas e janelas abertas.

E a partir daí a minha mãe disse que todo o gato que tivessemos, nunca iria para a rua.

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Autor:
netinho (Sílvia Neto )

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