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American Pit Bull Terrier


Pode se dizer que o American Pit Bull Terrier (APBT) é uma raça com mais de 500 anos de história, visto que os emigrantes da Grã-Bretanha, levaram os seus cães para a América e é aqui que começa outra vertente da raça.

Quando chegaram à América, devido as novas exigências de trabalho solicitadas aos seus cães e à falta de semental para continuar a casta trazida da Grã-Bretanha, há uma nova reintrodução com os cães ibéricos que já haviam sido trazidos pelos conquistadores Espanhóis e Portugueses, daí que a raça se unifique novamente.

Um pouco da História da raça

Foi em Inglaterra, nos séculos XII e XIII, que se realizaram os primeiros bullbaiting, combates entre cães e touros. Nestes combates, prendia-se o touro e contra ele lançavam-se um ou mais cães. O objectivo era conseguir que os cães imobilizassem o touro, o que exigia várias investidas e tornava necessário que os cães fossem fortes, ágeis e com grande resistência. Este espectáculo tornou-se muito popular em toda a Europa, tanto entre os nobres como entre as classes mais baixas. Além de touros, eram utilizados outros animais como ursos, texugos e macacos. Também eram populares os rattings, onde se contava em quanto tempo um cão podia apanhar um certo número de ratos.

A denominação bulldog apareceu no início do século XVII, referindo-se aos cães utilizados em lutas contra touros, que tinham como características comuns uma cabeça grande em relação ao corpo, que por sua vez era mais pequeno que o dos antigos molossos, orelhas pequenas, grande força maxilar, desprezo pelo perigo, determinação espantosa e insensibilidade à dor.

Com a proibição das lutas contra touros, nesta altura começaram a ter popularidade as lutas entre cães. Este “desporto” foi exportado para os Estados Unidos na segunda metade do século XIX, onde rapidamente se tornou muito popular. Havia várias designações para estes cães: yankee terrier, pit bull terrier, pit terrier, pit dog, pit bulldog, entre outras.
Em Inglaterra, o parlamento proibiu as lutas de cães em 1835, mas na verdade é que continuaram a ser realizadas clandestinamente até ao século XX. O nome Pit surge pelo local onde se realizava o combate, pois estes cães enfrentavam o seu adversário nos pits, os fossos com as paredes de madeira.

Em 1898, um grupo de criadores formou o United Kennel Club (UKC) e criou um registo, onde era possível inscrever American Pit Bull Terrier, com o intuito de impedir que os criadores os cruzassem com outras raças.

Em 1909 surgiu a American Dog Breeders Association (ADBA), que reconheceu o American Pit Bull Terrier, editou um estalão e criou provas específicas para esta raça.
Uma raça, inúmeras qualidades

O American Pit Bull Terrier arrasta uma lenda injusta de animal sanguinário. Se o foi, foi-o unicamente por indução do Homem. Da sua história, a única informação primordial a reter é a crueldade do Homem, que submeteu a raça a um passado de atrocidades.

E ainda hoje suporta o peso do seu passado e tem sido alvo de especulações em alguns órgãos de comunicação social. A falta de informação em relação aos cães considerados perigosos ou potencialmente perigosos fez crescer o temor por estes cães. No entanto, mais uma vez se sublinha que os cães (independentemente da raça) não são naturalmente perigosos. Este comportamento provém da criação inadequada do cachorro e não de uma possível agressividade pertencente à raça. O que há são cães cujas características físicas, pela robustez, força e poder, poderão representar maior perigo se não estiverem nas mãos correctas. O perigo advém de uma má socialização e educação.

Características da Raça

Aspecto Geral

O American Pit Bull Terrier é um cão de porte médio, de constituição sólida, pelagem curta, com uma musculatura bem definida. Esta raça é poderosa e atlética. O corpo é levemente mais longo que alto, sendo que as fêmeas podem ser algo mais longas que os machos. O comprimento das pernas dianteiras (medidas da ponta do cotovelo ao chão) é aproximadamente igual a metade da altura do cão a partir da cernelha. A cabeça é de comprimento médio, com o crânio chato e o focinho largo e profundo. As orelhas são de tamanho pequeno para médio, inseridas altas, podendo ser naturais ou cortadas. A cauda, relativamente curta, é inserida baixa, grossa na base e afilando-se em direcção da ponta. O APBT apresenta-se em todas as cores e marcações. A raça combina resistência e agilidade e nunca deve ter aparência desajeitada com musculatura saliente, ossos finos ou pernalta.

Características

As características essenciais do APBT são a resistência, autoconfiança e alegria de viver. Gosta de agradar e é cheio de entusiasmo. O APBT é um excelente cão de companhia, sendo notável o seu amor por crianças. Pelo facto do seu físico ser poderoso, a raça necessita de proprietários que os sociabilizem cuidadosamente e que treinem obediência aos seus cães. A agilidade da raça torna-a numa das mais eficientes em qualquer tipo de trabalho canino. O APBT não é a melhor escolha para quem procura cães de guarda, por ser extremamente amigável com desconhecidos. Comportamento agressivo para com o ser humano não é característico da raça, portanto isto é extremamente indesejável. A raça tem grande aptidão para eventos de performance pelo seu alto grau de inteligência e pela agilidade e vontade de trabalhar. O APBT sempre foi capaz de executar uma grande variedade de trabalhos, portanto, exageros ou faltas devem ser penalizados na proporção do quanto podem interferir na versatilidade do cão.

Cabeça

A cabeça é singular, sendo um elemento chave quanto ao tipo da raça. Grande e larga, oferece uma impressão de grande poder, mas não deve ser desproporcional ao tamanho do corpo. Vista de frente, a cabeça tem o formato de uma cunha rústica, larga. Quando vista de lado, o crânio e o focinho são paralelos entre si, unidos por um stop bem definido e moderadamente fundo. Os arcos supra-orbitais sobre os olhos são bem definidos mas não pronunciados.

O Crânio é largo, plano ou levemente arredondado, profundo e largo entre as orelhas. Visto de cima, o crânio vai afilando levemente em direcção ao stop. Existe um sulco mediano profundo que vai diminuindo de profundidade do stop ao occipital. Os músculos das bochechas são proeminentes sem presença de rugas. Quando o cão está concentrando formam-se rugas na sua testa, o que oferece ao APBT sua expressão singular.

O focinho é largo e profundo, com um afilamento muito suave indo do stop para o nariz, com uma ligeira separação debaixo dos olhos. O focinho é mais curto do que o comprimento do crânio com uma proporção de aproximadamente 2 para 3. O dorso do focinho é recto. A mandíbula inferior é bem desenvolvida, larga e profunda. Os lábios são secos e bem ajustados.

Dentes

O APBT tem a dentição completa com dentes bem nivelados, os dentes mais importantes são os caninos, encontrando-se numa mordedura em tesoura.

Nariz

O nariz é grande, com narinas largas e bem abertas, podendo ser de qualquer cor.

Pescoço

O pescoço é de comprimento moderado, musculoso. Apresenta uma ligeira curvatura ou arco na crista. O pescoço vai alargando gradualmente conforme vai descendo do crânio até o ponto em que se junta com os ombros bem angulados. A pele no pescoço é bem ajustada, sem pele solta formando barbela.

Corpo

O peito é profundo, cheio e moderadamente largo com bastante espaço para acomodar o coração e os pulmões, porém o peito nunca deve ser mais largo do que fundo.

O antepeito não se estende muito além da ponta do ombro. As costelas estendem-se bem para trás e partindo da espinha dorsal apresentam um bom arqueamento, afinando, até formarem um corpo fundo, estendendo-se até os cotovelos. O dorso é forte e firme. A linha superior é levemente descendente da cernelha até a garupa larga, musculosa e nivelada. O lombo é curto, musculoso, arqueando levemente em direcção do topo da garupa, porém é mais estreito que a caixa torácica e apresenta um moderado recolhimento do estômago (tuck-up).

Orelhas

As orelhas são de tamanho pequeno para médio, inseridas altas. As semi-erectas ou em rosa são preferíveis. As orelhas do Pit Bull podem ser cortadas ou não. No caso de optar pelo corte, a idade ideal do cão para realizá-lo deve ser entre 3 a 5 meses de vida, depois das primeiras doses de vacina. O corte geralmente tende a ser menos doloroso e de melhor cicatrização quanto mais novo for o animal.

Altura e Peso

O APBT deve de ser tão poderoso como ágil, portanto o seu peso e sua altura são menos importantes do que a correcta proporção entre ambos. O peso desejável de um macho adulto em boas condições oscila entre 35 e 60 pounds (15,87 e 27,21kg). O peso desejável para a fêmea madura em boas condições oscila entre 30 e 50 pounds (13,60 e 22,67kg). Cães acima dos pesos mencionados não devem ser penalizados a não ser que sejam desproporcionalmente musculosos ou pernaltas.

Pelagem

A pelagem é brilhante e lisa, deitada no corpo e moderadamente áspera ao toque.

Cor

Qualquer cor ou distribuição de cores, bem como qualquer cominação de cores são aceites.

Olhos

Os olhos são de tamanho médio, redondos ou amendoados, inseridos bem afastados entre si, profundos no crânio. Todas as cores são igualmente aceitáveis, excepto o azul.

Pés

Os pés são redondos, devendo estar em proporção com o tamanho do cão, e devem ser bem arqueados e ajustados. As almofadas são duras, resistentes e bem almofadas.

Cauda

A cauda está inserida numa extensão natural da linha superior e vai-se afilando para a ponta. Quando o cão está relaxado, a cauda é portada baixa e chega quase à ponta do jarrete. Quando o cão se movimenta, coloca a cauda em nível com a linha superior. Quando o cão está excitado pode portar a cauda levantada em posição erecta (denominada: cauda de desafio), porém jamais a cauda deve ser postada sobre o dorso (denominada: cauda alegre).

Extremidades anteriores

O comprimento das pernas dianteiras (medidas da ponta do cotovelo ao chão) é aproximadamente igual a metade da altura do chão a partir da cernelha. As escápulas são longas, largas, musculosas e bem inclinadas. O úmero é quase igual ao comprimento da escápula, com a qual se une num aparente ângulo recto. As pernas dianteiras são fortes e musculosas. Os cotovelos ajustam-se bem ao corpo. Vistos de frente, as pernas dianteiras colocam-se moderadamente afastadas e perpendiculares ao solo. Os metacarpos são curtos, poderosos, rectos, flexíveis. Quando vistos em perfil, os metacarpos parecem quase erectos.

Faltas: Ombros rectos ou sobrecarregados, cotovelos virados para fora ou para dentro. Metacarpos cedidos, pernas dianteiras arqueadas.

Extremidades posteriores


Os posteriores são fortes, musculosos e moderadamente largos. Nas laterais da cauda a coxa é bem cheia e profunda a partir do pélvis até ao escroto. A angulação dos ossos e a musculatura dos posteriores devem estar em harmonia com os anteriores. As coxas bem desenvolvidas com músculos espessos e bem definidos. Visto de lado, os jarretes são bem angulados e os membros do posterior devem apresentar boa angulação e devem ser perpendiculares ao solo. Visto de trás, os membros inferiores do posterior são rectos e paralelos entre si.



Texto publicado com autorização prévia do site:
http://pitnaja.com.sapo.pt/menu.htm


- Isabel Mello (Isabel Mello) [ Europe/Lisbon ] 2006/10/09 13:42

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» Froguinha ( Joana Domingues) » [ Europe/Lisbon ] 2007/09/02 23:45
Sobre os queridos Pits, só tenho a dizer: o dono faz o cão, não me venham com histórias de que eles são maus..!
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